Pedagoga flagra carcará defendendo filhote de ataque de bem-te-vi no 8º andar de prédio em SP; VÍDEO


Aves, da espécie carcará, tiveram um filhote e chegaram a sofrer ataques de bem-te-vis, no ninho que construíram no oitavo andar de um apartamento de Santos, no litoral paulista. Pedagoga registra rotina de aves de rapina instalados em ar-condicionado
A rotina de um casal de carcarás vem sendo observada de perto há três meses por uma pedagoga em Santos, no litoral de São Paulo. As aves, que construíram um ninho em cima do ar-condicionado no 8º andar do prédio, tiveram um filhote neste período e até sofreram ataques de outras espécies (veja vídeo acima).
“Ver a construção de uma família foi algo inexplicável para mim”, diz Márcia.
Ao G1, a pedagoga Márcia Claro contou que, no início, começou a observar fiapos e galhos sendo colocados em cima da caixa onde deveria ter sido instalado um ar-condicionado, ao lado da janela da sala do apartamento. “Entendi que aquilo era a formação de um ninho. Comecei a olhar e a acompanhar com cuidado”, recorda.
Pedagoga registra rotina de aves de rapina instalados em ar-condicionado
Reprodução
Ela diz, ainda, que quando percebeu que as duas aves já estavam morando na caixa externa de seu apartamento, passou a pesquisar até descobrir a qual espécie pertenciam e quais eram seus principais costumes.
Aves se instalaram em caixa de ar-condicionado no lado de fora de apartamento de Santos, SP
Reprodução
“A gente começou a ter uma rotina aqui em casa para ver como eles [aves] progrediam, trazendo as coisas para a montagem do ninho […]. Demos nomes para eles: Chay e Chayanne”, contou a pedagoga.
A família das aves aumentou e eles tiveram um filhote. Nas pesquisas, Márcia descobriu que aves da espécie bem-te-vi têm o costume de tentar matar filhotes de carcarás, derrubando o ninho. “Gravei eles se defendendo do ataque. Depois desse dia, o comportamento deles também passou a ser diferente”, diz. Segundo ela, o macho sai para caçar e a fêmea fica sempre de prontidão, na defesa.
Aves estão sendo acompanhadas por pedagoga há três meses
Reprodução
Mas a rapina não é a única a se preocupar com o filhote. A pedagoga, que acompanha a rotina das aves pela janela da sala, diz que fica atenta quando ambos os adultos saem do ninho, deixando do filhote sozinho. “Tenho medo que ele caia, aqui é oitavo andar. De qualquer forma, não vou poder fazer nada. Então, toda vez que ela [ave] sai, eu fico com o coração na mão”, confessa.
Despedida
Daqui cerca de três meses, o filhote aprenderá a voar e os três pássaros deixarão o ninho de vez. “Não pretendo limpar o ninho quando eles forem embora. A gente tem a expectativa que ele seja usado novamente”, diz.
Ao G1, o biólogo e um dos fundadores do Projeto Aves Limícolas, Bruno Lima, disse que os carcarás não eram tão comuns em Santos há dez anos. No entanto, por ser uma espécie de áreas abertas e campos, estão aumentando a população e ocupando as cidades da Baixada Santista.
“Eles são muito importantes pois assim como os urubus, limpam as praias comendo restos de peixes e lixo deixado na areia”, contou o biólogo. Ainda, ele diz que de forma alguma os carcarás oferecem perigo aos humanos. “Mas não é aconselhável chegar perto deles quando estão com ninhos e filhotes pois, como qualquer espécie, irão se defender”, finaliza.
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