Pela 5ª vez, Justiça mantém prisão de advogado que atropelou mulher no Lago Sul

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou, nesta quinta-feira (16/9), mais um pedido para que o advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem deixe a cadeia.

Ele está preso desde 25 de agosto, quando atropelou a advogada e servidora pública Tatiana Matsunaga, no Lago Sul, na frente do marido e do filho, de 8 anos.

Tatiana está internada na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular, sem responder a estímulos.

Milhomem continua preso em razão do atropelamento. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) o denunciou por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e a Justiça o tornou réu.

Tatiana e Milhomem discutiram no trânsito. Depois, ela foi para casa, no Lago Sul, e o advogado a perseguiu e atropelou. Imagens de câmera de segurança mostraram a discussão e o momento em que Tatiana é atropelada pelo advogado. Veja a filmagem:


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Pai de Tatiana, Luiz Sérgio Machado disse que a filha permanece internada na UTI e respirando com a ajuda de respirador.

Cinco pedidos negados

A decisão desta quinta-feira é a 5ª contra a saída de Milhomem da cadeia. A defesa do acusado solicitou a liberdade dele, mas teve habeas corpus negado pelo desembargador Roberval Casemiro Belinati, em 27 de agosto.

Em 6 de setembro, o juiz substituto do Tribunal do Júri de Brasília, Frederico Ernesto Cardoso Maciel, rejeitou mais um pedido da defesa de Milhomem para revogar ou substituir a prisão preventiva.

A defesa do advogado recorreu novamente e teve a solicitação negada, em 7 de setembro, pelo desembargador Sebastião Coleho.

Em 9 de setembro, a 2ª Turma Criminal negou prisão domiciliar a Milhomem. E, nesta quinta-feira (16), o colegiado manteve a decisão que proíbe o advogado de deixar a prisão.

A defesa de Milhomem já apresentou resposta à acusação, na quarta-feira (15/9). No documento, os advogados pedem a revisão da prisão preventiva de Milhomem. E solicitam a alteração do crime ao qual o réu responde, passando de tentativa de homicídio qualificado para delito de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, que tem pena menor. Esses pedidos ainda não foram julgados.

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