Pesquisa aponta que 33% dos empresários de MG operaram no prejuízo em julho

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) com 215  empresários do setor de alimentação fora do lar em Minas Gerais, entre os dias 12 e 24 de agosto, mostra que 33% deles operaram no prejuízo em julho. O índice caiu em relação a junho, quando estava em 57%, apontando para uma recuperação em curso. 

 

 

A ampliação no funcionamento de bares e restaurantes de Belo Horizonte, iniciada em meados de junho, já pode estar surtindo efeitos na situação financeira das empresas do setor
Ainda segundo o levantamento, 50% dos donos de bares e restaurantes entrevistados no estado continuam com pagamentos em atraso, índice melhor que a média nacional, de 54%. 
“Este cenário mais positivo, sem dúvida, é fruto desse processo de retomada da economia, possibilitado graças ao avanço da vacinação no estado, que vem melhorando os índices epidemiológicos da COVID-19. Porém, o caminho para ampla recuperação do setor ainda é longo”, explica o presidente da entidade em Minas, Matheus Daniel.
De acordo com ele, estudos apontam que o segmento precisará de dois a cinco anos para conseguir pagar suas dívidas – entre empréstimos e impostos parcelados ou atrasados – e mais de duas décadas para refazer o patrimônio que foi desfeito. 
“Muitos empreendedores tiveram que abrir mão de seus bens pessoais para continuar com o comércio e os funcionários”, afirma.

Preocupação com a inflação

Um fato novo trazido pela pesquisa é a percepção dos empresários sobre o aumento dos preços dos alimentos. O atual levantamento mostra que 79% dos entrevistados acreditam que o preço dos insumos vai subir ainda mais até o final do ano. 
Os constantes reajustes obrigaram 71% deles a aumentar os preços do cardápio das casas no primeiro semestre de 2021.
“Quase 45% (dos entrevistados) reajustaram entre 5 e 10%. Outros 20% aumentaram entre 10 e 15%. Apenas 6% deles reajustaram os preços em mais de 20%” informa Matheus Daniel. 
O presidente da entidade ressalta, ainda, que a crescente inflação pode impactar na lucratividade das empresas neste segundo semestre. 
“Apesar de a estimativa de faturamento do setor para os últimos seis meses deste ano ser equivalente ao mesmo intervalo de 2019, período pré-pandemia, não lucraremos da mesma forma devido ao aumento absurdo dos custos fixos com energia elétrica, água, gás e dos insumos utilizados na cozinha”.
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria
Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Os comentários estão desativados.