PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços da Precisa Medicamentos

A operação foi solicitada pela CPI da Covid, que afirma que a empresa ocultou documentos relativos ao contrato assinado com laboratório indiano fabricante da vacina Covaxin. Os senadores também pediram buscas no Ministério da Saúde, mas o ministro Dias Toffoli, do STF, negou. PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços da Precisa Medicamentos
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços da Precisa Medicamentos, investigada pela CPI da Covid.
As buscas na sede da empresa, em Barueri, na Grande São Paulo, duraram quase 12 horas. Policiais federais também estiveram em um centro logístico, onde ficam os produtos da Precisa Medicamentos.

A operação foi solicitada pela CPI da Covid e autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Os senadores afirmam que a Precisa ocultou documentos relativos ao contrato assinado com o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin.

“Nós primeiro queremos saber se o contrato, de fato, existiu. E nos chama atenção o fato de a Precisa não ter informado sobre isso porque, se não existiu esse contrato, incorre em um crime gravíssimo por parte do governo brasileiro, do Ministério da Saúde”, disse o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI.

A Precisa serviu de intermediária na negociação. O governo federal já tinha reservado R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. Mas, em junho, o contrato foi suspenso por suspeitas de irregularidades, o que impediu um gasto de R$ 80,70 por doses. A vacina seria a mais cara do Brasil.

A CPI também pediu buscas no Ministério da Saúde. O ministro Dias Toffoli negou após o parecer contrário do procurador-geral da República. Augusto Aras considerou que as informações poderiam ser obtidas de outra forma.

Os documentos recolhidos na sede da Precisa serão analisados pela Polícia Federal e por técnicos da CPI. Os senadores estão atrás de detalhes sobre o contrato entre a empresa brasileira e o laboratório indiano e de informações sobre voos que teriam sido pagos pela Precisa a autoridades do governo federal.

A defesa da Precisa Medicamentos declarou que a empresa entregou todos os documentos à CPI, que a operação desta sexta-feira é inadmissível e a prova mais clara de abusos que a CPI vem cometendo.
O Jornal Nacional não teve retorno do Ministério da Saúde.

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