PF indicia 14 pessoas e aponta mais de R$600 mil superfaturados em obras de Urussanga

A Polícia Federal (PF) indiciou 14 pessoas por desvios de dinheiro na Prefeitura de Urussanga. O valor superfaturado em duas obras investigadas pode chegar a mais de R$640 mil.

A investigação foi finalizada e enviada à Justiça Federal nesta segunda-feira (13). O inquérito policial culminou na Operação Benedetta deflagrada pela PF no dia 20 de maio deste ano no município do Sul catarinense.

As investigações visavam analisar o desvio de recursos de obras financiados pelo Finisa ((Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento) da Caixa Econômica Federal em Urussanga.

“Em apenas duas das obras realizadas com recursos do FINISA os exames periciais identificaram a prestação de serviços superfaturados em valor superior a R$640 mil”, informa a nota da PF.

Operação Benedetta foi deflagrada em maio em Urussanga – Foto: Divulgação

Indiciados são servidores, engenheiros e empresários

Na nota, a PF destaca que as investigações iniciaram em setembro de 2020. Além disso, afirma que servidores públicos municipais, engenheiros e empresários foram indiciados por crimes de organização criminosa, desvio de recursos, extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento, falsidade ideológica e peculato.

“As penas, que culminadas podem chegar a 29 anos de reclusão, podem variar e não necessariamente serão imputadas de maneira igual a todos os envolvidos, pois cada investigado responderá na medida de sua culpabilidade”, informa a nota da PF.

Prefeito de Urussanga segue afastado

O prefeito de Urussanga, Gustavo Cancelier, foi afastado do cargo durante a operação em decisão Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A defesa do prefeito tentou reverter a decisão liminar e não conseguiu.

Gustavo Cancellier, prefeito de Urussanga, foi afastado do cargo pela Operação Benedetta – Foto: Divulgação/ND

O vice-prefeito, Jair Nandi, segue como prefeito interino da cidade do Sul de SC.

Segundo informações publicadas em julho pela colunista do portal ND+, Karina Manarin, Cancelier teria sido indiciado pelo artigo 314 do código penal, que versa sobre o “extravio de livro oficial ou qualquer documento que tenha guarda em razão do cargo”.

A reportagem do Portal ND+ tentou contato com a defesa do prefeito de Urussanga e não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestações.

 

 

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