‘Piscinão’ em praça deve ajudar a evitar enchentes em bairro de Contagem

 
Quem passa pela Praça Tancredo Neves, no bairro Camilo Alves, em Contagem, estranha a movimentação de terra. Mas há uma explicação para isso. A prefeitura da cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte está fazendo uma espécie de piscinão para tentar evitar alagamentos naquela região.
 
Não é a única ação que está prevista na cidade para o período de chuvas, que deve se intensificar em novembro. Eucaliptos que ficam às margens da LMG-808 também começaram a ser podados.
 
Na Praça Tancredo Neves, a obra é feita pela prefeitura em parceria com o projeto Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI, na sigla em inglês). É um projeto piloto que pode ser levado a outros bairros. O local foi escolhido devido aos alagamentos que são registrados nas ruas próximas quando chove.
 
O “jardim de chuva” terá 148m². Toda a estrutura da praça está sendo modificada. “São 1,20m de profundidade em que a primeira camada é feita de materiais recicláveis, depois vêm brita, areia, terra reposta e terra adubada. Acima disso haverá o plantio de 4.300 mudas”, afirma o engenheiro Ricardo Corazza, proprietário da empresa que executa a obra.
 
Portanto, o piscinão não deve ficar visível aos moradores, porém atuando de forma efetiva, como explica a geóloga Walkyria Castilho. Ela conta que a água que chegar até a praça será absorvida pelo solo, e o excesso cairá no “depósito” que fica embaixo da terra.
 
“As mudas que serão plantadas possuem características da região. Tudo é muito estudado para que não seja apenas uma obra de modificação urbana, mas sim para preservar o meio ambiente”, complementa.
 
A previsão é que a obra seja concluída em outubro.
 

Eucaliptos podados para evitar acidentes

 
O corte dos eucaliptos acontece na região da Sede, próximo ao bairro Praia, cortado pela LMG-808. O trabalho começou a ser feito esta semana.
 
 
 
Em 24 de novembro do ano passado, três eucaliptos caíram, derrubaram um poste e interditaram a estrada por quase seis horas.
 
Segundo a superintendente de Políticas Ambientais da secretaria de Meio Ambiente, Sirlene Almeida, a medida é preventiva. “Uma árvore caída em via pública gera muitos problemas. Avaliamos que essa é uma das prioridades que devemos ter antes da chegada das chuvas”, explica. 
 
O corte é supervisionado por engenheiros e técnicos ambientais, e apenas árvores que têm risco de cair são retiradas.
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