Por decisão da Justiça, dois suspeitos de irregularidades na negociação de vacinas terão que comparecer à CPI

Os dois são ligados à suspeita de irregularidades na compra da vacina Covaxin e serão ouvidos esta semana: o advogado Marcos Tolentino e o lobista Marconny Faria. Por decisão da Justiça, dois suspeitos de irregularidades na negociação de vacinas terão que comparecer à CPI
Por decisão da Justiça Federal, dois suspeitos de irregularidades na negociação da vacina Covaxin vão ter que comparecer à CPI da Covid para prestar depoimento nesta semana.
O depoimento desta terça-feira (14) será do advogado Marcos Tolentino. Se ele não comparecer, a Polícia Federal pode ser acionada. No início do mês, ele apresentou um atestado e não prestou depoimento à CPI.
Amigo pessoal do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, do Progressistas, Tolentino é suspeito de ser o verdadeiro dono do Fib Bank.
A empresa emitiu carta-fiança de R$ 80,7 milhões como garantia para compra da Covaxin, negócio cancelado por causa de denúncias de irregularidades. Senadores encontraram indícios de que a garantia oferecida pelo Fib Bank pode ter sido uma grande fraude.
A Justiça Federal também autorizou a condução coercitiva de Marconny Faria, que tem depoimento marcado para quarta-feira (15).
No início do mês, ele também apresentou um atestado médico para não depor. Marconny é apontado como lobista da Precisa Medicamentos, que teria, inclusive, atuado para fraudar licitações no Ministério da Saúde.
A CPI também quer esclarecer a relação dele com integrantes da família Bolsonaro. Documentos obtidos pela comissão mostram que Renan Bolsonaro, um dos filhos do presidente, abriu uma empresa de eventos em novembro do ano passado com ajuda de Marconny. Os documentos mostram ainda que Marconny Faria mantinha uma relação próxima com a ex-mulher do presidente Ana Cristina Valle, que era convidada para festas promovidas por ele.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz, do PSD, afirma que os depoimentos vão ajudar a esclarecer questões ainda em aberto.
“Tem o fechamento da Precisa, como consegue fazer o contrato de R$ 45 milhões para ser pago antecipadamente no paraíso fiscal tendo a Fib Bank como avalista nesta compra de vacinas, no valor de R$ 1,6 bilhão. Temos algumas pontas para fechar, por isso vamos ouvir essas pessoas”, diz Aziz.
O relator da comissão, senador Renan Calheiros, do MDB, disse que vai apresentar o relatório final da CPI até a próxima semana. O documento deve ser aprovado até o fim de setembro, e, depois, encaminhado à Procuradoria-Geral da República.
A ministra do STF Cármen Lúcia negou um recurso da defesa de Marcos Tolentino para adiar o depoimento desta terça-feira.
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