Presidente da Câmara de Vereadores de Santana tem mandato cassado pela Justiça


Denúncia apontou que marido da parlamentar organizou esquema para transporte irregular de eleitores visando votos em Elma Garcia (DEM). Vereadora Elma Garcia (DEM), presidente da Câmara Municipal de Santana
CMS/Divulgação
A vereadora Elma Garcia (DEM), presidente da Câmara de Vereadores de Santana, segundo maior município do Amapá, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral após ser acusada de abuso de poder econômico por meio do transporte irregular de eleitores nas eleições de novembro de 2020, a qual foi eleita.
A perda do mandato foi determinada na sexta-feira (10) pela juíza Michele Garcia Gomes Nascimento, da 6ª Zona Eleitoral. A decisão teve parecer favorável do Ministério Público do Amapá (MP-AP), que detalhou a denúncia que levou à pena.
Através de Ação de Investigação Eleitoral, ingressada por um dos candidados do pleito, foi descoberto que o marido de Elma, um coronel da Polícia Militar, teria esquematizado para um primo dele, também militar, atuar com o transporte de eleitores.
“Com sua influência política, conseguiu a liberação do primo da escala de trabalho como policial, no dia das eleições, para fazer o transporte irregular de eleitores, justamente para conduzir eleitores para votarem sua esposa Elma Garcia. Todos os eleitores transportados no veículo confirmaram em juízo que foram transportados de Gurupá, numa voadeira para votar na candidata Elma Garcia”, detalhou o MP.
A Câmara Municipal de Santana informou que não foi notificada da decisão. Em nota, Elma Garcia se disse “surpreendida” pela cassação e que apresentou recurso contra a decisão, que entende como “equivocada”.
“Nosso mandato foi construído e conseguido pelos votos do povo santanense e jamais me utilizei de métodos escusos para essa nossa vitória, pois, a VONTADE DO POVO TEM SEMPRE QUE PREVALECER!”, diz a nota.
Elma publicou ainda que seguirá trabalhando normalmente em função do pedido de efeito suspensivo da decisão.
“Pelo que tive conhecimento do referido processo, entendo, com todo respeito a decisão e em especial ao Poder Judiciário do Amapá, tratar-se de um grande equívoco. Entretanto, apresentaremos recurso, porque decisão judicial, quando se entende equivocada, recorre-se”, completou.
Na decisão, a juíza eleitoral optou pela não anulação dos votos, com isso, assumirá a cadeira o suplente Neném do Frango (DEM). No caso da presidência, ocupa a vaga o vice-presidente da Casa, vereador Mário Brandão (PL).
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