Presidente do TSE anuncia criação de grupo para fiscalizar o funcionamento do sistema eleitoral

O grupo tem seis representantes de instituições e órgãos públicos e seis especialistas em tecnologia e representantes da sociedade civil. Presidente do TSE anuncia criação de grupo para fiscalizar o funcionamento do sistema eleitoral
Na sessão em que respondeu aos ataques do presidente Jair Bolsonaro à Justiça Eleitoral do 7 de setembro, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, anunciou nesta quinta-feira (9) os nomes dos integrantes do grupo que foi criado para ampliar a fiscalização e a transparência das eleições. 
O Tribunal Superior Eleitoral afirma numa portaria publicada nesta quinta que o objetivo da comissão é:  
Ampliar a transparência e a segurança de todas as etapas de preparação e realização das eleições; 
Aumentar a participação de especialistas, entidades da sociedade civil e instituições públicas na fiscalização e auditoria do processo eleitoral;  
Contribuir para resguardar a integridade do processo eleitoral. 
No documento, o TSE afirma ainda que a comissão vai “acompanhar e fiscalizar as fases de desenvolvimento dos sistemas eleitorais e de auditoria do processo eleitoral”. 
No dia 12 de agosto, o TSE anunciou quatro medidas para ampliar a fiscalização e transparência de todo o processo eleitoral. Uma das medidas é essa comissão, que será composta por especialistas na área de tecnologia e por representantes de instituições públicas e de entidades da sociedade civil. O anúncio foi dois dias depois que a Câmara dos Deputados rejeitou o voto impresso. 
A lista apresentada nesta quinta-feira tem 12 integrantes. 
Seis são representantes de instituições e órgãos públicos: 
Senador Antonio Anastasia, do Congresso Nacional;  
Ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União;  
General Heber Garcia Portella, comandante de Defesa Cibernética, representante das Forças Armadas;  
Luciana Diniz Nepomuceno, da Ordem dos Advogados Do Brasil;  
Paulo César Herrmann Wanner, perito criminal da Polícia Federal;  
Paulo Gonet, vice-procurador da Procuradoria-Geral Eleitoral. 
E mais seis especialistas em tecnologia e representantes da sociedade civil: 
André Luís de Medeiros Santos, da Universidade Federal de Pernambuco;  
Bruno de Carvalho Albertini, da USP;  
Roberto Alves Gallo Filho, da Unicamp;  
Ana Carolina da Hora, da FGV;  
Ana Claudia Santano, da Transparência Eleitoral Brasil;  
Fernanda Campagnucci, da Open Knowledge Brasil. 
Barroso também anunciou a criação do Observatório de Transparência das Eleições, que vai colaborar com a comissão e com o Tribunal Superior Eleitoral nas tarefas de ampliar a transparência de todas as etapas do processo eleitoral, aumentar o conhecimento público sobre o sistema brasileiro de votação e resguardar a integridade do processo eleitoral. 
O ministro Luís Roberto Barroso lembrou que, a partir do dia 4 outubro, daqui a menos de um mês, um ano antes das eleições, vai ser possível acompanhar o passo a passo do desenvolvimento do código-fonte – o programa de funcionamento das urnas eletrônicas.
Até agora, o sistema ficava aberto para os partidos seis meses antes das eleições. O aumento do prazo de observação é mais uma medida para dar total transparência ao processo eleitoral.  
“Na presença de todos os integrantes da Comissão de Transparência e de todos os presidentes de partidos políticos e dos ministros desse tribunal para uma exposição didática do sistema, visita à sala onde ficarão os códigos-fontes à disposição dos partidos e da Comissão de Transparência. Aqui não se faz nada às escondidas. É tudo transparente e aberto pelo bem da democracia brasileira”, declarou Barroso. 
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