Professora Dorinha deve comandar o superpartido que nascerá da fusão do DEM com o PSL

É provável que Mauro Carlesse deixe o PSL, que hoje comanda, e dispute mandato de senador ou deputado por outro partido

Professora Dorinha: a deputada que deve assumir o comando do super DEM | Foto: Reprodução

Se o governador Mauro Carlesse é cristão-novo no PSL (no qual se filiou por conveniência política), a deputada federal Professora Dorinha (Maria Auxiliadora Seabra Rezende) não o é no partido Democratas.

Dorinha é ligada ao presidente do DEM nacional, ACM Neto. Quando o deputado federal Carlos Gaguim conspirou contra ela, com o objetivo de passar o comando do partido para Carlesse, ACM Neto disse “não!”. Sim, um N-Ã-O! dos mais barulhentos.

Agora, com a fusão, uma das exigências de ACM Neto deve ser que Dorinha assuma a presidência do novo partido no Tocantins — o que poderá levar Carlesse a se filiar a outro partido para disputar mandato de senador ou deputado federal.

Mauro Carlesse: governador pode sair do PSL | Foto: Divulgação

Carlos Gaguim, que pertence ao DEM — sobretudo ao PG (Partido do Governo) —, é um político hábil e, se perceber, que Dorinha pode passar seus colégios eleitorais para ele, tende a bancá-la para senadora. No momento, é uma das postulantes mais fortes para o Senado.

Dorinha é respeitada no Congresso Nacional, porque conhece a fundo o setor de Educação. É apontada como bem-informada e decente. O presidente Jair Bolsonaro às vezes liga para a deputada para discutir algum tema educacional, como o Fundeb (do qual é uma das maiores defensoras).

Carlos Gaguim quer ficar com os diretórios de Dorinha | Foto: Lis Macedo

A tendência é que Dorinha apoie o senador Eduardo Gomes (MDB) para governador. O problema de Gomes é que, apesar de uma estrutura gigante, não está deslanchando. Pesquisas eleitorais mostram que está bem atrás do ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (Podemos).

Eduardo Gomes: abraço dos afogados com Carlesse? | Foto: Divulgação/Senado Federal

O problema do senador é que sua imagem está por demais atrelada à de Carlesse, que faz um governo mal avaliado e com denúncias de corrupção (por exemplo, na área da saúde. Não está provado envolvimento do governador, mas seu nome tem citado, com certa frequência, na CPI da Pandemia, sobretudo quando se fala da aquisição de máscaras com preços superfaturados). Tudo indica que Carlesse está “puxando” Gomes para baixo. A ligação com o milionário Ogari Pacheco, que, sendo seu suplente, o estaria pressionando para disputar o governo, com o objetivo de ficar quatro anos em Brasília, parece que também não é positiva para a imagem do senador. Passa a impressão de que a política, para ambos, é um negócio.

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