‘Prova do amor que a gente tinha’, diz mãe sobre filho gerado após morte do marido por Covid

O bebê Ravi chegou um ano depois da morte de seu pai biológico. Eliziane Santos decidiu fazer uma fertilização in vitro, com material que já tinha sido coletado, e conseguiu engravidar na primeira tentativa. ‘Prova do amor’, diz mãe sobre filho gerado após morte do marido por Covid
Ravi, que significa “sol”, veio para mudar a vida de sua mãe, Eliziane Santos. Há um ano, ela perdeu o marido, Marcelo, para a Covid.
Em 2018, aos 45 anos, Marcelo começou a sentir fortes dores no corpo, e veio o diagnóstico: mieloma múltiplo, um câncer em células da medula óssea responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias.
Junto com a doença, mais um baque: para Marcelo começar a quimioterapia, ele e Eliziane precisariam assumir por escrito o compromisso de não ter filhos no período, porque a medicação poderia causar má formação no bebê.
Com orientação dos médicos, o casal não pensou duas vezes: Marcelo fez o congelamento de sêmen e logo depois começou o tratamento para o câncer. Em 2019, fez o transplante. Ele estava melhorando, mas em agosto de 2020, com a medula comprometida, precisou ser internado outra vez. No hospital, pegou Covid. Ficou intubado por dez dias e morreu.
“Comecei a pensar em tudo e lembrei que eu tinha aquela sementinha lá… E aí foi onde acendeu uma luz, uma esperança”, conta Eliziane.
Ela fez uma fertilização in vitro e conseguiu engravidar na primeira tentativa. No dia 20 de agosto, Ravi chegou cheio de saúde.
“É uma prova também do amor que a gente tinha e a realização de um sonho”, afirma Eliziane.
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