Registros de 15 partidos do Peru são cancelados, incluindo o histórico Apra

Os dois partidos políticos mais antigos do Peru, o Apra e o Popular Cristão, estão entre os quinze partidos que tiveram seus registros cancelados nesta quinta-feira (9) após as eleições deste ano, anunciou o órgão eleitoral peruano.

O expurgo reduziu para nove o número total de partidos legalmente inscritos no registro de organizações políticas e autorizados a participar de processos eleitorais.

O cancelamento dos registros desses 15 partidos foi aplicado por não atenderem mais aos requisitos exigidos por lei para se manterem em vigor: eleger cinco deputados no Congresso, obter 5% de votos e participar de uma eleição nacional.

O Apra, que por duas vezes trouxe à presidência seu líder Alan García é o caso mais notável das formações afetadas pela medida.

Fundado duas vezes por Victor Rául Haya de la Torre, primeiro no México em 1924 e depois no Peru em 1930, o partido Aprista foi atormentado por crises internas e denúncias de corrupção que o alienaram das massas.

Seu líder, Alan García, suicidou-se em abril de 2017, momentos antes de ser detido pela polícia no âmbito de uma investigação sobre o escândalo da Odebrecht.

Nas eleições presidenciais e legislativas de 2021, O Apra não apresentou candidatos, o que lhe custou o registro legal.

Outro partido histórico que desaparece é o Popular Cristão, que nasceu como resultado de uma divisão de direita do Democracia Cristã em 1966. Nas últimas eleições recebeu uma votação nacional inferior a 5%.

O Partido Nacionalista Peruano, do ex-presidente Ollanta Humala (2011-2016), também saiu do mapa eleitoral.

Humala é um dos quatro ex-presidentes peruanos investigados no caso Odebrecht. Os outros três são Alejandro Toledo, Alan García e Pedro Pablo Kuczynski.

O Júri Eleitoral Nacional indicou que nove partidos políticos representados no atual Parlamento mantêm o seu registo.

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IPSOS

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