Rio Corumbataí está abaixo do nível normal e Rio Claro orienta população a economizar água


Local é responsável por 60% do abastecimento; Ribeirão Claro também está com menos da metade do volume esperado para esta época do ano. Rio Corumbataí tem nível abaixo do normal e Rio Claro orienta economia de água
O Rio Corumbataí, um dos principais que abastece a cidade de Rio Claro (SP), está com o nível abaixo do normal. O local é responsável por 60% do abastecimento da cidade.
O Ribeirão Claro, responsável pelos outros 40% do fornecimento, também está com menos da metade do volume de água que deveria para esta época do ano, segundo o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae)
O pedido das autoridades é para que os moradores economizem o máximo possível de água.
“Nós estamos em estado de alerta. A crise hídrica está instalada no estado de São Paulo inteiro, então não tem como a gente não falar em crise hídrica aqui em Rio Claro. O Brasil vive uma situação muito difícil e Rio Claro também não é diferente”, disse o superintendente do Daae de Rio Claro, Osmar da Silva Júnior.
Rio Corumbataí está abaixo do nível normal
Nilson Porsel/EPTV
Preocupação
A falta de chuva está trazendo muitos reflexos negativos para a região. Queimadas, racionamento de água e a seca preocupam cada vez mais os munícipios do Estado de São Paulo.
O baixo nível de água no Rio Corumbataí é mais uma preocupação para Rio Claro. Ele é a principal fonte de abastecimento do município que tem mais de 206 mil habitantes.
De acordo com o superintendente do Daae, o rio é extremamente importante não só para a cidade, mas para toda a região. Outros municípios que estão com nível abaixo usam a capitação do Rio Corumbataí para abastecer toda a sua população.
“Nós estamos com uma vazão de 1.4 metros cúbicos por segundo. Uma situação normal, comparado a outros anos, era para gente estar com 3, 3.5 metros cúbicos por segundo. Comparando aqui na soleira, era para estarmos com um nível bem mais alto”, contou o superintende.
Baixo nível de água do Rio Corumbataí preocupa abastecimento em Rio Claro
Nilson Porsel
Em agosto, por exemplo, eram esperados 30 milímetros de chuva em Rio Claro. Porém, choveu apenas nove no período. Diante dessa situação, não está descartado o risco de racionamento.
“Hoje, nós estamos em uma situação que não falamos em racionamento, mas não podemos descartar diante do cenário que estamos vivendo de instabilidade climática. Nós precisamos de chuva, para melhorar a qualidade, quantidade, então o racionamento não está descartado”, relatou Silva Júnior.
Seca e economia
A seca é grande desde o início do ano. De acordo com o técnico do Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) Carlo Burigo, todos os meses, desde janeiro, choveu abaixo da média.
O chuva que caiu não compensou a perda de outros meses. Nessa época do ano, final do inverno, é o período de maior seca e mais preocupante.
“Geralmente, a segunda quinzena de outubro que começa a chover com maior frequência, não com volumes grandes, mas com maior frequência. Tem que chover, por exemplo, em Analândia, Corumbataí, onde fica as nascentes dos rios para alimentar o lençol freático”, explicou o técnico.
Rio Corumbataí é responsável por 60% do fornecimento de água em Rio Claro
Nilson Porsel/EPTV
Enquanto a chuva não tem, a recomendação do técnico da Ceapla é tentar economizar água e energia o máximo possível. A previsão para o ano que vem é de seca novamente.
“Nós temos muita chuva no litoral e no oceano. Para nós não interessa, tem que chover mais aqui no interior do estado. Então, fazer a nossa parte e colaborar com todo mundo”, disse Burigo.
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