Seis estados brasileiros relatam falta da vacina AstraZeneca para 2ª dose

São Paulo zerou os estoques e anunciou que vai aplicar a vacina da Pfizer no lugar da segunda dose da AstraZeneca. Seis estados brasileiros relatam falta da vacina AstraZeneca para 2ª dose
Seis estados relataram falta da vacina da AstraZeneca para a segunda dose. São Paulo zerou os estoques e anunciou que vai aplicar a vacina da Pfizer no lugar da segunda dose da AstraZeneca.
Em uma unidade de saúde na região central de São Paulo, tudo bem com a primeira dose de jovens, adolescentes, com a vacina da Pfizer. E com a dose de reforço, para idosos como o seu Edmundo, de 91 anos. Ele recebeu a terceira CoronaVac. Muito procurado para fotos na fila, o ator Alexandre Borges estava entusiasmado com a segunda dose de Pfizer.
Mas com relação à vacina da AstraZeneca, não há previsão para a retomada da imunização. E autoridades trocam acusações. O governo paulista diz que recebeu um milhão de doses a menos. O Ministério da Saúde afirma que entregou todas as doses e que o problema foi a utilização de AstraZeneca destinada à segunda dose para imunizar as populações mais jovens.
A vacinação com o imunizante da AstraZeneca está totalmente paralisada desde sexta (10). Para quem precisa da segunda dose, já foi liberada a substituição pela vacina da Pfizer, a partir de segunda-feira. Mas as doses disponíveis, para isso, podem não ser suficientes.
“Na cidade de São Paulo, são cerca de 340 mil pessoas. Com as 165 mil doses que nós vamos receber no final do dia de hoje e na tarde de segunda-feira, vamos começar a administra. Aguardamos também que o ministério e a Fiocruz nos enviem o restante das doses da AstraZeneca”, afirma Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde de São Paulo.
Além de São Paulo, cinco estados estão sem vacinas da AstraZeneca para a segunda dose: Rio Grande do Norte, Rondônia, Tocantins, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, onde também está prevista para segunda-feira a troca pela vacina da Pfizer.
“Nós vamos tomar uma decisão, que já foi referendada pelo Ministério da Saúde, que é fazer a intercambialidade de vacinas. Nós vamos aplicar a segunda dose da vacina Pfizer”, diz Geraldo Resende, secretário estadual de Saúde do MS.
No Rio, a troca, autorizada pela prefeitura, já começou.
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunização, Renato Kfouri, diz que o ideal é completar a imunização com o mesmo imunizante, mas que a combinação de vacinas é segura.
“Quando não dispomos do mesmo produto, entre não vacinar essa pessoa ou utilizar uma vacina de diferente produtor é sempre preferível terminar o esquema. A experiência acumulada em diversos estudos mostram que iniciar com Pfizer e terminar com AstraZeneca ou vice e versa leva a uma resposta imune bastante robusta e é absolutamente um esquema seguro”, destaca Renato Kfouri.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não deve vacinas para segunda dose a nenhum estado brasileiro e que a distribuição está dentro do previsto. E que não há como garantir doses para os estados que não seguirem o plano nacional de imunização.
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