Sindicatos se manifestam sobre aprovação da reforma da previdência para servidores estaduais em RO

Texto da reforma foi aprovado esta semana pela Assembleia Legislativa de Rondônia. Foram alterados os critérios para concessão de aposentadorias e pensões. Votação da reforma da Previdência Estadual divide opiniões
Nesta semana a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), aprovou com apenas um voto contrário, à proposta de reforma da previdência que altera os critérios de concessão de aposentadoria e pensões para os servidores públicos estaduais.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), que representa praticamente metade dos servidores do Estado, “a decisão é uma traição”.
“Algumas pessoas vão ter que trabalhar cinco, seis, até sete anos mais para ter direito à aposentadoria integral”, ressalta o presidente do sindicato, Nereu Klosinski.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado de Rondônia (SindSaúde), também se manifestou sobre as novas normas. De acordo com a presidente, Célia Campos, essa é uma questão que precisa prezar pelo bem estar e direitos do servidor.
“É necessário dar paridade a estas categorias. É necessário garantir os direitos adquiridos por esses servidores. Garantir que o servidor chegue a aposentadoria com salário digno”, aponta.
O texto final da reforma será divulgado pela ALE-RO somente na próxima semana, mas até o momento é possível identificar algumas mudanças na idade mínima de aposentadoria para servidores da educação, por exemplo, como mostra o quadro abaixo:
Nova idade para aposentadoria de servidores da educação em RO
Outro ponto que gera descontentamento, de acordo com a presidente da Associação dos Magistrados de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho, é a aprovação do pedágio para aposentadoria em 100%.
No entanto, ainda segundo Euma, algumas mudanças precisaram ser feitas para abrandar o déficit que se instalou há anos no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon).
“O que nós temos é uma situação muito caótica do Iperon que precisa ser sanada com austeridade e responsabilidade”.
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