Talibã anuncia nomes com ficha criminal para governo provisório no Afeganistão

O ministro do Interior, por exemplo, é procurado pela Polícia Federal americana, que oferece recompensa de US$ 5 milhões. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que o governo interino não é inclusivo como o grupo extremista prometeu. Talibã anuncia governo provisório no Afeganistão
O anúncio dos primeiros nomes do governo provisório do Talibã deu cores ainda mais sombrias à situação do Afeganistão.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que o governo interino não é inclusivo como o Talibã prometeu. E que a ficha criminal de alguns nomes é preocupante.
O escolhido para o cargo de ministro do Interior é Sirajuddin Haqqani, líder da guerrilha terrorista que tem seu sobrenome e procurado pela Polícia Federal americana, que oferece US$ 5 milhões como recompensa.
Para o cargo de primeiro-ministro, o Talibã indicou um de seus fundadores, o mulá Mohammad Hassan Akhund. E o mulá Abdul Ghani Baradar foi nomeado vice-primeiro ministro. Ele é conhecido da Agência de Inteligência dos Estados Unidos. Foi preso numa operação em 2010 no Paquistão e solto em 2018 a pedido do governo do então presidente Donald Trump para negociar a retirada das tropas americanas do Afeganistão.
Blinken disse que o Talibã vai ter que conquistar o apoio internacional e a legitimização do governo.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, disse que não há como reconhecer o novo governo diplomaticamente no momento. Mas que as conversas com o Talibã precisam continuar para o envio de ajuda humanitária e a permissão da retirada de pessoas.
O Paquistão, que faz fronteira com o Afeganistão, afirmou que vai mandar de volta todo imigrante que chegar lá ilegalmente. Só na terça-feira (7), 270 afegãos foram deportados.
O governo chinês disse que o grupo deve colocar boas medidas em prática para conquistar reconhecimento internacional.
O Talibã precisa de financiamento externo para conseguir manter um governo. Além da guerra, a seca e a fome assolam o país. Cabe a cada nação decidir se vai reconhecer o novo governo ou não, mas a ONU diz que a paz por lá só será mantida com negociação internacional.
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