Tamarana lidera produção de gengibre entre cidades do Paraná; irmãos plantam alimento ao lado de inhame


Por ano, cidade gera 1,8 milhão quilo do alimento por ano; segundo os irmãos, toda quantia colhida de gengibre e inhame consegue ser vendida. Gengibre e Inhame são cultivados lado a lado em Tamarana
Tamarana, no norte do Paraná, é o município com a maior produção de gengibre entre os municípios do estado. Por ano, a cidade gera 1,8 milhão quilo do alimento por ano.
Entre os produtores estão os irmãos Fonseca, com mais de 12 hectares destinados ao alimento, lado a lado com o cultivo de inhame, que também ocupa cerca de 12 hectares de terra.
Segundo a família, a atividade começou ao observar o bom desenvolvimento das plantas de produtores vizinhos que plantavam em pequena escala.
Eles têm uma área arrendada, mas que será desativada e não mais usada a partir do ano que vem. Isso porque os três irmãos perceberam que tanto o gengibre quanto o inhame precisam ser cultivados longe de lavouras que usam muito agrotóxico, como soja, milho e trigo.
“Já estamos saindo daqui. Esse é último ano. Eles encostam nós saímos para outro canto. A gente sempre procura plantar longe para não dar problema com veneno de soja, de trigo. Tudo isso prejudica a cultura do inhame e do gengibre. A gente planta em lugar mais afastado onde tem bastante mata e a umidade ajuda muito”, contou um deles, André Golveia da Fonseca.
Ele também explicou os detalhes da produção dos alimentos.
Depois da colheita, é preciso mais algumas horas de trabalho na higienização dos produtos. Na propriedade, são 200 caixas de inhame e 120 de gengibre por semana.
Todas as unidades são lavadas no mesmo dia que são colhidas e no dia seguinte estão nos mercados.
“A nossa ideia sempre foi essa. Do jeito que sai da roça a gente lava aqui, colhe em um dia e no outro já está na banca para o freguês pegar mercadoria fresca”, explicou.
Da propriedade dos Fonseca, quase tudo o que a família produz é vendido diretamente para uma rede de supermercados que paga R$ 6 no quilo do gengibre e R$ 3,50 no inhame.
“Gengibre e o inhame vende a quantia que tiver. Se for mercadoria boa, padrão bom, tem que ser mercadoria boa, vende o que tiver. A gente já conseguiu os maquinários que a gente tem plantando gengibre e inhame. Trator, caminhonete que leva para fazer entrega, conseguiu comprar área de terra, expandido com o abacate. A terra que a gente tem foi tudo com gengibre e inhame”, relembrou.
Gengibre e inhame são cultivados lado a lado em Tamarana
Reprodução/RPC
Cultivo do inhame
No caso do inhame, segundo os produtores, o cultivo de trato difícil. O inhame é uma planta rústica, que resiste bem ao ataque de doenças. São, no máximo, duas aplicações de inseticida para o controle de pulgões e duas coberturas de adubo.
Mas, segundo eles, se errar na escolha da muda para o plantio a produção não sai bonita na colheita. “Tem que escolher uma muda perfeita, que não tenha doença, que seja de um tamanho normal dela de plantio e adubação na terra”, ressaltou André.
A colheita segue de abril a outubro, e o mesmo trator usado no plantio, ajuda na hora de retirar o inhame da terra.
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