TJDFT mantém, pela 4ª vez, prisão de advogado que atropelou mulher no Lago Sul

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a prisão do advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem, 37 anos, que atropelou uma mulher na frente do filho e do marido dela, no Lago Sul.

Esta é a quarta vez que o advogado tem o pedido para deixar a cadeia negado. O crime ocorreu no último dia 25 de agosto e Milhomem está preso desde então. Nesta quinta-feira (9/9), a Justiça aceitou a denúncia contra o advogado, tornando-o réu. Ele vai responder por tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil.

A vítima do atropelamento, Tatiana Matsunaga, 40, permanece internada na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular no DF.

No julgamento desta quinta-feira (9/9), o presidente da 2ª Turma Criminal, desembargador Roberval Casemiro Belinati, negou habeas corpus a Milhomem. O voto do magistrado foi seguido pelos desembargadores Silvanio Barbosa dos Santos e João Timóteo de Oliveira.

Belinati disse que o caso foi “violentíssimo” e “extremamente grave”: “Consta dos autos que o paciente, após uma briga de trânsito com a vítima, seguiu esta até sua residência. No local, voltou a discutir e, em seguida, acelerou o veículo e a atropelou, na frente de seu marido e do filho de apenas 8 anos de idade. Há notícias de que a ofendida continua hospitalizada em estado gravíssimo. Tais circunstâncias evidenciam que o fato é extremamente grave e indicam que a prisão cautelar é necessária e adequada para garantir a ordem pública”.

Silvanio Barbosa dos Santos concordou com Belinati. “Um filho de 8 anos assistiu o ocorrido com a mãe durante o dia. Senão fosse isso, eu concederia a ordem”, afirmou. João Timóteo de Oliveira disse: “Creio que, no momento, deve ser mantida a prisão cautelar em razão da ordem pública”.

Durante a sessão desta quinta-feira, o advogado de Milhomem, Leonardo de Carvalho e Silva, iniciou a sustentação oral lamentando a situação de Tatiana, que permanece no hospital. “Temos um sentimento profundo por ela estar ausente da sua família e da companhia do seu filho. E esperamos que ela tenha alta o mais breve possível”, afirmou.

Em seguida, Carvalho e Silva disse que o pedido da defesa é para que Milhomem “também possa voltar para o seio de sua família”. “Considerando tratar-se de um advogado, jovem, de boa conduta e bons antecedentes, que não se furtou do distrito da culpa, pedimos para que responda o processo em liberdade”, assinalou.

Veja o vídeo do atropelamento:

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