Vacinas contra Covid são eficientes e não é apropriado aplicar doses de reforço em toda população, diz estudo

A pesquisa é de um grupo internacional de cientistas. Eles revisaram 93 estudos e analisaram vacinas como a da AstraZenaca, a da Pfizer e a CoronaVac. Vacinas contra Covid são eficientes e não é apropriado aplicar doses de reforço em toda população, diz estudo
Uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet” afirma que as vacinas contra a Covid são tão eficientes na prevenção de formas graves da doença que neste momento da pandemia não é apropriado aplicar doses de reforço em toda a população.
A pesquisa é de um grupo internacional de cientistas – de instituições como a Universidade de Oxford e a Organização Mundial da Saúde, e a FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. Eles revisaram 93 estudos e analisaram vacinas como a da AstraZenaca, a da Pfizer e a CoronaVac.
O professor americano Thomas Fleming, da Universidade de Washington, é um dos coautores da pesquisa. Ele diz que o grupo de cientistas não encontrou evidências de que a proteção das vacinas caia de maneira significativa depois da segunda dose ou da dose única.
Por isso, a recomendação é que, em vez de aplicar uma dose de reforço agora, os governantes deveriam priorizar as pessoas que ainda não tomaram a vacina. Gente que é a principal causa de transmissão da doença e que tem um risco maior de ir para o hospital por causa da Covid.
Essa estratégia poderia acelerar o fim da pandemia, inibindo o surgimento de outras variantes. A pesquisa mostrou que as vacinas têm sido altamente eficazes, inclusive contra a variante Delta.
A Organização Mundial da Saúde já fez um apelo para que, em vez de aplicar a dose de reforço agora, países com campanhas avançadas doem vacinas para as regiões mais pobres, principalmente da África.
O estudo deixa claro que o reforço pode, sim, ser importante para as pessoas que têm o sistema imunológico mais frágil ou para quem tenha tomado um imunizante com baixa eficácia – sem citar uma vacina específica.
O professor da Universidade de Washington diz que não inclui a CoronaVac nessa lista porque a proteção contra casos graves de Covid é alta.
A pesquisa lembra que a decisão de aplicar a dose de reforço deve ser tomada levando em conta evidências científicas e considerando os riscos e os benefícios para sociedade em geral.
A OMS afirma que, nos países pobres ou de renda média-baixa, só 20% das pessoas receberam a primeira dose da vacina. Entre os mais ricos, esse número é de 80%. O estudo divulgado nesta segunda-feira (13) enfatiza a preocupação com essa desigualdade.
Um trecho do artigo fala que mesmo que algum ganho seja obtido com a dose de reforço, mais vidas seriam salvas agora se essas vacinas fossem usadas para proteger logo os não-imunizados.
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