Vendas do comércio crescem 1,2% em julho, na 4ª alta seguida


Patamar do setor atingiu recorde na série histórica do IBGE, iniciada no ano 2000. Parte das atividades, porém, ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia. As vendas do comércio varejista cresceram 1,2% em julho, na comparação com junho, divulgou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Foi o quarto crescimento consecutivo desse indicador, fazendo com que o volume de vendas do comércio chegasse ao patamar recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2000”, informou o IBGE.
O IBGE revisou o resultado de junho, de queda de 1,7% para alta de 0,9%. Com a revisão, o setor passou registrar 4 altas consecutivas e atingiu patamar recorde de vendas.
Com a revisão do resultado de junho, comércio registrou quarta alta seguida em julho
Economia/G1
Frente a julho do ano passado, a alta foi de 5,7% – quinta taxa positiva consecutiva nesta base de comparação.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,7% na comparação mensal e de 3,45% sobre um ano antes.
Recuperação desigual
No ano, o avanço chegou a 6,6% e no acumulado nos últimos 12 meses a alta permaneceu em 5,9%.
“Apesar do avanço, o movimento intrasetorial do comércio é muito heterogêneo. Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, destacou o gerente da PMC, Cristiano Santos.
Indicador se manteve estável na passagem de junho para julho
Economia/G1
Alta em 5 das 8 atividades
Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta na passagem de junho para julho. O destaque foram as vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%).
Veja o desempenho de cada um dos segmentos em junho:
Combustíveis e lubrificantes: -0,3%
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,2%
Tecidos, vestuário e calçados: 2,8%
Móveis e eletrodomésticos: -1,4%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
Livros, jornais, revistas e papelaria: -5,2%
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 19,1%
Veículos, motos, partes e peças: 0,2% (varejo ampliado)
Material de construção: -2,3% (varejo ampliado)
No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, as vendas cresceram 1,1% na passagem de junho para julho e 7,1% na comparação interanual.
Vendas crescem em 19 unidades da federação
De junho para julho, o comércio varejista cresceu em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (17,5%), Santa Catarina (12,5%) e Paraná (11,1%). Já as maiores quedas foram em Minas Gerais (-2,1%), Rio Grande do Norte (-1,5%) e Amazonas (-1,4%).
Perspectivas
A recuperação da economia brasileira segue desigual em um cenário de aumento das incertezas e de piora das expectativas em razão da tensão política, de agravamento da crise hídrica e de inflação de quase dois dígitos no acumulado em 12 meses.
Na semana passada, o IBGE mostrou que a produção industrial brasileira caiu 1,3% em julho, voltando a ficar no patamar pré-pandemia.
Na última pesquisa Focus, que reúne as projeções dos analistas, a inflação esperada para este ano já chegava a 7,58%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de alta foi reduzida para 5,15% em 2021 e para 1,93% em 2022.
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