Veterinária com câncer no estômago em MT consegue consulta com médico em SP, mas pede ajuda custear o tratamento


Cintya foi diagnosticada com a doença em 2019, quando começou a desmaiar e ter perda de peso constante. Médica veterinária conta com a solidariedade para tratamento de câncer
A médica veterinária Cintya Castro Abreu, de 30 anos, luta contra o câncer no estômago e conseguiu doações para fazer uma consulta com um médico de São Paulo. No entanto, não consegue custear o restante do tratamento. Ela saiu de Nova Mutum (MT) para começar um tratamento em Cuiabá.
Cintya foi diagnosticada com a doença em 2019, quando começou a desmaiar e ter perda de peso constante. Ela é de Belém, no Pará, e morava em Nova Mutum. Ela já passou por várias sessões de quimioterapia e cirurgias.
“Depois que tive o diagnóstico foi bem rápido para iniciar a quimioterapia. Fiz até cirurgia para colocar o cateter ainda em dezembro e no dia 4 de janeiro já comecei a fazer as sessões”, contou.
Nos últimos dias, a médica veterinária recebeu um diagnóstico de que seu corpo não estava reagindo bem ao tratamento e teve que parar.
“Choca um pouco porque a gente fica um pouco sem chão, a gente fica apavorado de pensar que não tem outra alternativa, mas eu agradeço que ainda tenha algumas alternativas para fazer”, disse.
Cintya Castro Abreu, de 30 anos, luta contra o câncer no estômago
Arquivo pessoal
Por causa do câncer, ela perdeu os cabelos e a mãe raspou a cabeça para apoiar a filha. O pai dela também raspou e até desconhecidos e funcionários do salão decidiram raspar os cabelos em solidariedade a Cintya.
Depois que a doença piorou, os pais da Cintya se mudaram para Cuiabá. Sem emprego fixo, o pai dela, Cireno Castro, começou a trabalhar como motorista de aplicativo. Diferentes passageiros se sensibilizaram com a história e resolveram ajudar.
As viagens de carro renderam doações e principalmente uma consulta com um médico de referência de São Paulo, mas, como os remédios não são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a família terá que comprar de forma particular.
“É impressionante como os passageiros sempre perguntam da onde eu sou por causa do sotaque. Uma conversa puxa a outra e justamente agora quando veio essa última notícia, conseguimos uma outra oportunidade em São Paulo”, disse.
A consulta, segundo ela, custa R$ 800 e os exames R$ 3.050. “Eu não tinha como arrumar esse dinheiro e decidi ir para o semáforo pedir só que meu genro disse para eu não ir porque eu ia adoecer, o calor é muito forte aqui”, pontuou.
“Falei com o meu pai e com a minha mãe que o meu medo era só que a gente não tivesse como pagar porque o que dói mais é saber que tem uma alternativa e talvez não tenha como fazer”, disse.
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