Vídeo do MBL citando estupro repercute e integrantes falam em “piada”

Um vídeo de 2018 do Movimento Brasil Livre (MBL), que começou a repercutir nas redes sociais na noite de domingo (12/9), tem causado reações. Nas imagens, Renan Santos, um dos líderes do MBL, fala a amigos que, caso eles fossem impedidos de entrar em um bar, eles iriam “estuprar” uma colega.

Ele pede que os militantes repitam frases de ordem, nas quais diz que seguiriam para o bar Violeta, que fica localizado na Rua Augusta, em São Paulo, e caso fossem impedidos de entrar no estabelecimento, a “agente Bárbara”, segundo é chamada por Renan no vídeo, sofreria a sanção de ser “estuprada”.

Veja o vídeo:

A jovem citada no vídeo, Bárbara Tonelli, que também é militante do MBL, saiu em defesa da fala de Renan. Bárbara disse que as palavras ditas por ele na ocasião, no vídeo, não passou de uma “brincadeira entre amigos”.

“A piada sem graça foi comigo. Meu nome está no vídeo. Estão compartilhando o vídeo. Não tiveram o cuidado de ocultar o meu nome. E a culpa ainda é minha. Vai entender”, questionou Bárbara em uma publicação.

Veja o post de Bárbara:

O jovem, que é coordenador Nacional do MBL, fez uma série de publicações nas quais tentou se explicar. “Com a palavra, a Babi, do vídeo que estão rodando de forma ridícula. Deplorável a turma ‘politicamente incorreta’ não entender uma piada entre amigos bêbados. Piada ruim, mas piada”, disse Renan.

Confira a publicação de Renan:

No mesmo dia em que o vídeo começou a ganhar grandes proporções, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que vai apresentar, junto ao Ministério Público, uma denúncia ao homem por suposta apologia ao estupro.

No Instagram, a chefe da pasta disse que quer uma apuração sobre o caso: “Já pedi atuação da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos”, disse.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Damares Alves (@damaresalvesoficial1)

O coordenador do MBL retrucou o anúncio da ministra Damares, dizendo que ela é “oportunista” e quer apenas quer pagar de “moralista”.

Veja a publicação:

O crime de apologia ao estupro é tipificado no Código Penal, e se condenado, o indivíduo pode pegar detenção de três a seis meses, ou multa, que é opcional.

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