VÍDEOS: com disparo na procura, postos zeram estoques de gasolina em SC

Região da Grande Florianópolis já sente os efeitos da paralisação dos caminhoneiros; alta na procura, nas últimas horas, já compromete o estoque de alguns estabelecimentos

A gasolina está acabando nos postos de combustíveis. Essa é a realidade que começa a se espalhar, em Santa Catarina, na noite desta quarta-feira (8). Com a paralisação dos caminhoneiros, somada a busca desenfreada dos consumidores por combustível, já há registro de término de estoque no Estado.

Posto de combustível ao lado da Havan, em Palhoça – Foto: Leo Munhoz/ND

Posto de combustível ao lado da Havan, em Palhoça –

A fim de pressionar uma destituição dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), grupos de caminhoneiros e manifestantes mantiveram bloqueios em diferentes pontos do Estado.

Na Grande Florianópolis, após filas registradas em diferentes unidades de abastecimento, empresas já “fecharam” as portas alegando término de estoque.

A informação foi confirmada, já por volta das 22h, pela GMF (Guarda Municipal de Florianópolis). Ao menos quatro postos, na capital, encerraram suas atividades alegando o término de gasolina. Três na Ilha e, pelo menos um, na região continental da capital.

Nas demais cidades da Grande Florianópolis, até a publicação da matéria, não havia informações sobre o término de estoque em outros postos. O vice-presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes, a tendência natural seria essa, devido a alta procura.

Joel, no entanto, espera uma alteração no panorama a partir desta quinta. “A demanda nos postos vem sendo grande desde o fim da tarde. Dessa forma, o resultado é que logo falte combustível nas unidades. Entramos com o mandado de segurança para não haver interdição nas principais rodovias e acreditamos que, no máximo, amanhã de manhã a segurança deve tomar uma providência e melhorar a situação”, prevê.

Busca em Chapecó

Assim como vários lugares em Santa Catarina, Chapecó não foi diferente. Com um preço médio de R$ 5,823, de acordo com a pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o município registrou postos lotados na noite desta quarta-feira.

Até a publicação da matéria, no entanto, não havia confirmação sobre o desabastecimento em unidades.

Paralisações

Considerados ilegais pela Justiça Federal, os atos receberam ampla resistência dentro da própria categoria.

O número de bloqueios oscilou durante esta quarta, amanhecendo com seis e fechando o com dia 21 trechos obstruídos, segundo o boletim da PRF (Polícia Rodoviária Federal) publicado por volta das 22h.

Nos atos, os líderes dos movimentos permitem apenas a passagem dos caminhões que transportam itens como medicamentos, oxigênio e produtos perecíveis. Para tanto, conferem na nota fiscal o conteúdo das carretas. Quem não se enquadra é encaminhado aos pátios ou aos acostamentos.

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