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“Já superaram Hitler”, diz Erdogan sobre governo de Benjamin Netanyahu

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, voltou a criticar o governo de Benjamin Netanyahu e afirmou que as ações de Israel durante a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza já superaram as de Adolf Hitler. 

“Ao matar mais de 14 mil crianças inocentes em Gaza, Israel já superou o líder nazista Adolf Hitler”, disse o presidente da Turquia em uma reunião de seu partido no parlamento do país.

A dura fala do presidente turco, ligando Israel ao líder do nazismo responsável pela morte de cerca de 5 a 6 milhões de judeus durante o Holocausto, se soma a outras polêmicas declarações do líder turco contra o governo israelense.

Em dezembro passado, o presidente da Turquia afirmou não enxergar “nenhuma diferença” entre o líder nazista e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Além disso, Erdogan disse diversas vezes que não considera o Hamas um grupo terrorista, mas sim uma organização de libertação da Palestina. 

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Sanções decididas por Erdogan

Além retórica inflamada, no início deste mês o governo de Erdogan decidiu agir de forma mais significativa, e restringiu a exportação de produtos de 54 categorias para Israel até que um cessar-fogo seja alcançado.

A lista de itens inclui fertilizantes, combustível de aviação, aço e materiais de construção. A decisão de aplicar sanções contra o governo israelense aconteceu após Israel proibir o lançamento de ajuda humanitária da Turquia sobre a Faixa de Gaza. 

Na época, Tel Aviv acusou Ancara de descumpri acordos comerciais bilaterais e prometeu tomar medidas de retaliação, como a restrição de exportações e o lobby com nações aliadas para redução de investimento na Turquia.

A decisão do governo turco de sancionar Israel foi elogiada pelo Hamas, que enxerga nas medidas econômicas uma porta para pôr fim ao conflito que já matou quase 34 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza comandado pelo grupo.

“As sanções econômicas contra Israel são um instrumento essencial para enfraquecer a sua máquina de guerra”, disse o porta-voz do grupo palestino, Muslim Imran, ao Metrópoles.

“Temos apelado, continuamente, a todos os países amigos para cortarem seus laços diplomáticos com Israel, para acabarem com qualquer venda de armas, para imporem sanções ao regime de apartheid e para expulsarem os israelenses das instituições internacionais. Essa é a única maneira de Israel parar de cometer genocídio e crimes de guerra”, afirmou.

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