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Quais os efeitos das substâncias extraídas da maconha na mente?


A reportagem conversou com o neurocientista da UnB (Universidade de Brasília), Renato Malcher, sobre que efeitos as substâncias extraídas da maconha, o CBD e o THC, podem ter sobre a mente. Quais os efeitos das substâncias extraídas da maconha na mente?
A maconha é considerada um entorpecente e foi proibida no Brasil no fim da década de 1930, seguindo uma tendência que começou nos Estados Unidos.
Fumar um cigarro de maconha é diferente de fazer uso para tratamento de saúde — é o que mostram as pesquisas. Não se sabe a procedência da maconha e nem se é misturada a outros ingredientes e, sem a avaliação de cientistas, é impossível quantificar — ou qualificar — as substâncias medicinais presentes na planta.
O Globo Repórter desta sexta-feira (3) falou sobre o uso medicinal da cannabis. São remédios ainda muito novos, e que não curam. Mas pesquisas e especialistas afirmam que eles são capazes de tratar pacientes que têm resistência a tratamentos tradicionais.
A reportagem conversou com o neurocientista da UnB (Universidade de Brasília), Renato Malcher, sobre que efeitos as substâncias extraídas da maconha, o CBD e o THC, podem ter sobre a mente.
“Eles são psicoativos de forma diferente. Qual é a psicoatividade do CBD? Ele é um calmante ou seja, ele é ansiolítico. Ele não é um sonífero, mas ele facilita que a pessoa relaxe e busque o sono”, disse.
O canabidiol (cbd) e o tetra-hidrocanabinol (thc) são duas das substâncias extraídas da maconha mais utilizadas para a fabricação de medicamentos.
Reprodução/TV Globo
“O THC, por outro lado, ele em doses muito pequenas, ele também pode ser calmante. Mas a medida que você aumenta a dose, ele começa a ter o efeito euforizante e, em algumas pessoas, uma dose mais ou menos alta, começa a sair da euforia pra uma sensação de ansiedade”, afirma o neurocientista.
Cannabis: o que dizem pacientes e pesquisadores sobre uso medicinal da planta
Os derivados da cannabis
Como especialistas avaliam os derivados da maconha
Em 2020, a cannabis foi retirada da lista elaborada pelas convenções internacionais de controle de drogas da ONU, onde constam substâncias com uso restrito — a chamada lista IV da convenção de entorpecentes. Mas ela continua a fazer parte da chamada lista I, onde estão as substâncias entorpecentes com propriedades terapêuticas.
Sobre os derivados da cannabis, a Organização Mundial da Saúde (OSM) declarou que a substância CBD é segura e não vicia. Quanto ao THC, a OMS recomenda o uso restrito da substância em terapias medicinais, daí a importância do acompanhamento médico.
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a venda estritamente sob prescrição médica. Mas ainda há muita burocracia e o produto é, quase sempre, importado.
Veja a íntegra do programa abaixo:
Globo Repórter – o uso medicinal da cannabis – 03/05/2024
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