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‘Cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco?’, diz Magno Malta sobre caso Vini Jr.

Fala do senador foi feita durante uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Fala do senador foi feita durante uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) Reprodução

O senador Magno Malta (PL-ES) criticou a repercussão na imprensa do caso Vinicius Júnior, alvo de ofensas racista no campeonato espanhol, e classificou a reação ao caso como “revitimização”. A fala do parlamentar foi feita durante uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira.

— As emissoras ficam com esse assunto desde ontem reveberberando, revitimizando ele, porque o assunto dá Ibope para eles ganharem mais patrocinadores — diz Malta sobre o caso, antes de concluir — É um assunto que eu não posso falar em público. Mas quando o cara é picado de cobra, quando ele corre para tomar injeção, a injeção foi feita de que? De cobra. Então você só pode matar alguma coisa com o próprio veneno de alguma coisa. Então é o seguinte, cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco? O macaco está exposto.

Veja abaixo o momento:

Magno Malta sobre caso Vini Jr: 'Defensores da causa animal não defendem o macaco?'

Magno Malta sobre caso Vini Jr: ‘Defensores da causa animal não defendem o macaco?’

— Veja quanto hipocrisia. E o macaco é inteligente, é bem pertinho do homem. Única diferença é o rabo. Agil, valente, alegre. Tudo o que você possa imaginar, ele tem. — continua o parlamentar.

Magno Malta disse ainda que ‘se fosse um jogador negro entrava com uma leitoinha branca nos braços’ em campo.

— E eu ainda dava um beijo nela: ‘Olha como eu não tenho nada contra branco. Eu ainda como’. Então veneno se faz com veneno. As pessoas ficam insistindo nessa coisa de macaco. Daqui a pouco a associação de defesa dos animais, que não tomou a defesa, então fica revitimizando o Vinicius. Ao invés de colocar o menino lá em cima. — disse o senador.

Entenda o caso

 

Embora durante todo o jogo gritos de “mono” (na tradução livre significa “macaco” em espanhol) pudessem ser ouvidos — o árbitro, inclusive, chegou a avisar a sua equipe num primeiro momento —, o caso maior começou aos 24 minutos. Vini Jr. fazia jogada individual pelo canto esquerdo, quando um jogador do Valencia chutou uma segunda bola que estava em campo no lance para atrapalhar o atacante brasileiro.

Indignado com o antijogo, Vini Jr. foi reclamar do lance com a arbitragem. Com isso, parte da torcida do Valencia que estava atrás do gol mais próximo da jogada voltou a xingar o brasileiro com gritos racistas. Foi quando Vini chamou Bengoetxea para denunciar um dos torcedores.

Nesse momento, alguns jogadores de Real Madrid e Valencia, entre eles o capitão da equipe mandante, Gayà, chegou para tentar acalmar os ânimos. De acordo com o jornal “Marca”, as câmeras de transmissão chegaram a captar Vini Jr. afirmando que não queria mais jogar a partida. A polícia espanhola chegou a ir no local, mas nada foi feito com o torcedor e, após oito minutos de paralisação, a partida reiniciou após o segundo aviso de caso de racismo dado pela arbitragem. Em caso de um terceiro, a partida poderia ser suspensa, como consta no código disciplinar da Fifa.

“Acredita, da próxima vez vamos (suspender o jogo)”, teria falado o árbitro da partida para Vini Jr., conforme informou o “Marca”.

Mas o jogo continuou com nova confusão, aos 48 minutos. Dessa vez, após discussão na área defensiva do Valencia, o goleiro Mamardashvili foi tirar satisfações com Vini Jr, que bateu bocas com o jogador. A princípio, ambos receberam cartão amarelo, mas posteriormente o VAR da partida chamou o árbitro do jogo para denunciar que o atacante brasileiro havia acertado o atacante Hugo Duro no rosto da confusão. Após a checagem, Vini Jr. foi expulso — Duro, que também agrediu Vini com uma espécie de mata leão durante a confusão, não recebeu a mesma punição.

Nas redes sociais, o atacante brasileiro também ironizou toda a situação e a conivência da La Liga com tantos casos de racismo contra ele:

— O prêmio que os racistas ganharam foi a minha expulsão. “Não é futebol, é La Liga” — escreveu.

Depois de receber o cartão vermelho, Vini andou em direção ao vestiário falando e batendo palmas em sinal de ironia. Reservas e integrantes da comissão técnica do Valencia partiram para cima do atacante brasileiro, que foi escoltado por companheiros de Real Madrid até o túnel de saída do campo.

Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti realizou fortes críticas a La Liga e a tudo o que aconteceu na partida, além de, claro, dar apoio a Vini Jr. O treinador, inclusive, se recusou a falar sobre o futebol praticado no jogo.

— Não quero falar de futebol. Quero falar do que aconteceu aqui. Creio que é mais importante que uma derrota. O que aconteceu hoje não tem que acontecer. É evidente. Quando um estádio grita “mono” a um jogador e um treinador pensa a tirar o jogador por isso, é sinal que tem algo ruim acontecendo nessa liga. Ele não queria continuar, e eu disse “Não me parece justo que não continue, porque não é sua culpa. Você é a vítima”. Ele seguiu jogando e depois disso o deram um cartão vermelho sem sentido, porque não foi uma agressão. Dito isto, temos um problema. Para mim Vinicius é o jogador mais importante do mundo, mais forte do mundo. A Liga tem um problema. Esse episódio de racismo para mim tem que parar a partida. Não pode passar. Porque aqui não é uma pessoa que grita “mono”, como foi em muitos outros estádios. Aqui é um estádio que insulta um jogador assim. Diria o mesmo se estivéssemos ganhando de 3 a 0, tem que parar a partida. Não há outra maneira. A imagem é muito ruim. Eu disse ao juiz que tem que parar a partida, e ele disse que o protocolo diz que temos que informar antes e, se persistir, paramos a partida. Vinicius está muito triste. Creio que a reação (indignação) dele foi bastante normal. E não acontece nada. Aconteceu em muitos estádios e não acontece nada. Eu não sei (o que deveria acontecer). Não sou um juiz. Mas tem que mudar, porque é bastante grave. Não quero falar de futebol — disse o italiano.

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