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    AGÊNCIA JF | Social - Repositório

EUA devem diminuir exigência de produção de carros elétricos até 2030

Governo Biden também deve aumentar prazo para redução de emissão de gases de escapamento de veículos
Homem abastece carro elétrico em posto nos Estados Unidos

Exigência para produção de carros elétricos atingir 60% do mercado até 2030 deve ser revista pelo governo dos Estados Unidos – Mario Tama – 16.jan.2024 / AFP

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve flexibilizar os requisitos anuais propostos até 2030 de seu amplo plano para reduzir agressivamente as emissões de gases de escapamento e aumentar as vendas de veículos elétricos, disseram duas fontes à Reuters no domingo (18).
Os fabricantes de automóveis e a United Auto Workers (UAW) pediram ao governo Biden que diminuísse o aumento proposto nas vendas de veículos elétricos. Eles afirmam que a tecnologia desses veículos ainda é muito cara para muitos consumidores norte-americanos e que é necessário mais tempo para desenvolver a infraestrutura de carregamento de bateria.
Exigência para produção de carros elétricos atingir 60% do mercado até 2030 deve ser revista pelo governo dos Estados Unidos – Mario Tama – 16.jan.2024 / AFP
Em abril de 2023, a EPA (Agência de Proteção Ambiental, na sigla em inglês) propôs exigir uma redução de 56% nas emissões de veículos novos até 2032. De acordo com essa proposta, que abrangia o período de 2027 a 2032, as montadoras deveriam ter como meta que os veículos elétricos constituíssem 60% de sua produção de veículos novos até 2030 e 67% até 2032 para atender aos requisitos mais rigorosos de emissões.
Sob a regulamentação final revisada, que deverá ser divulgada no próximo mês, a EPA reduzirá o ritmo de suas exigências de emissões anuais propostas até 2030. Espera-se que o novo ritmo faça com que os veículos elétricos representem menos de 60% do total de veículos produzidos até 2030, disseram as fontes.
O UAW, que apoiou Biden à reeleição em janeiro, mesmo quando o republicano Donald Trump argumenta que as regras de Biden ameaçam os empregos no setor automotivo, diz que a proposta da EPA deve ser revisada para aumentar o rigor “mais gradualmente” e ocorrer em um “período maior de tempo”.
A AAI (Alliance for Automotive Innovation), um grupo comercial que representa General Motors, Ford, Stellantis, Toyota, Volkswagen e outras montadoras, chamou a proposta inicial da EPA no ano passado de “não razoável nem alcançável” e pediu a “adoção de requisitos para 40 a 50% em 2030”. Os veículos elétricos representaram cerca de 8% das vendas em 2023.
Um porta-voz da EPA disse que a proposta permanece sob revisão e que planeja finalizar uma regra que seja “prontamente alcançável, garanta reduções na poluição perigosa do ar e do clima e assegure benefícios econômicos”.
O assessor climático da Casa Branca, Ali Zaidi, que conversou com as montadoras sobre as regras de escapamento, disse em um comunicado no domingo que os Estados Unidos estão “aproveitando o poder de investimentos e padrões inteligentes para garantir que os trabalhadores dos EUA liderem, e não sigam, o setor automotivo global”.
Espera-se que a EPA também trate de outras preocupações levantadas pelas montadoras, incluindo uma proposta para reduzir drasticamente o material particulado dos veículos movidos a gasolina, o que, segundo o setor, exigiria efetivamente filtros de partículas de gasolina em todos os veículos movidos a gasolina.
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